Saravah!

December 17th, 2010 No Comments   Posted in Diversão

Dezembro, férias da faculdade, clima de festa, ideal para escrever algo no blog, iniciei, comecei 3 textos simultaneamente, mas quando me dei conta percebi que todos são textos técnicos, que demandam mais pesquisas e só servem para “nerds sebosos”, ahaha! Então resolvi “viajar” um pouco, lembrei de uma música do Caetano e fui procurar no youtube, encontrei uma americaninha encantada com a nossa música.

Mercedes Landazuri

Nascida em chicago, uma talentosa instrumentista (banjo) especializada em jazz tradicional e em bossa nova. Toca regulamente em chicago com vários grupos, entre eles Saravah, Roomate e Chicago Samba.

Tá! acho ao invés de ficar nas apresentações o melhor é ir ao que mais interessa, a deliciosa voz da menina:

A música que eu me levou a ela:

Brincadeira de criança:

Upa Neguinho, dificil para um não falante de portugues, heim!

Trem das onze:

E a gente vai levando:

Fechando com chave de ouro:


Google Groups – Files and Pages, Bye…

October 7th, 2010 No Comments   Posted in Google

Primeiro passaram a não aceitar mais arquivos compactados no formato zip, agora estão anunciando que a partir do dia 01 de novembro de 2010, o serviço não mais suportará a funcionalidade de paginas e arquivos, segundo o texto no blog do serviço, esta medida é para garantir o foco na funcionalidade principal do serviço que seriam as listas e foruns de dicussões.

Ainda segundo o texto do blog citado, os arquivos existentes nos vários grupos ainda poderão ser acessados até novembro de 2011, data em que esta funcionalidades (Files and Pages) serão totalmente desativadas.

Leia na fonte: http://groups-announcements.blogspot.com/2010/09/notice-about-pages-and-files.html?hl=en


PC Velho, o que fazer.

September 24th, 2010 No Comments   Posted in Diversão

Em um dia de “faxina” em nosso escritório, constatamos que temos vários PCs antigos, alguns de ótima qualidade mas todos já obsoletos, com processadores das primeiras gerações, barramentos de “banda estreita”, Hard Disks de baixissima capacidade de armazenamento comparados com os atuais (sem verificar a taxa de transferencia, que deve ser ainda pior), Placas de rede de apenas 10 Mb, etc. etc. Mas mesmo levando tudo isto em consideração ainda aventamos a possibilidade de, de alguma forma, tentar reaproveitar estas máquinas, até para contribuir um pouco com a onda “Green” que atualmente ronda nosso cotidiano. Então eu fui encarregado de pesquisar as possibilidades,  fiz a seguinte pesquisa no google:
http://www.google.com.br/search?q=old+pc+ideas&ie=utf-8&oe=utf-8&aq=t&rls=org.mozilla:pt-BR:official&client=firefox-a

Depois de ler alguns dos links que a pesquisa retornou, levar em consideração o trabalho para por em pratica as idéias apresentadas e o possivel retorno e utilidade deste esforço, chegamos a conclusão que a melhor das idéias é a do vídeo apresentado abaixo:

Ahahah, Claro que não vamos fazer isto (não temos tantos micros assim, :-) ), mas que é uma ótima ideia é!


Bolivia – O País mais rico da AL?

September 4th, 2010 No Comments   Posted in Earth

Se preferir, leia no original, em Inglês: http://spotlightradio.net/listen/the-future-wealth-of-bolivia/

A Bolívia é o país mais pobre da America Latina. Mas agora há esperanças que se torne um dos mais ricos. O país possui fontes da principal matéria prima para a produção do principal componente dos carros elétricos e hibridos, o Lítio (Lithium). Os novos carros eletricos são movidos por baterias de “Lithium-ion”, Já os hibridos podem usar tanto o óleo como as baterias de Litio. Estas baterias são consideradas a melhor opção para o armazenameto de eletrecidade que estes veículos necessitam. O Litio é o melhor material para se produzir vários tipos de baterias. pode ser usado para produzir baterias para celulares e notebooks. Atualmente muito deste material sai do Chile e da Argentina, Países da América do Sul. Mas se os carros movidos a este tipo de bateria se tornarem mais populares, as empresas que detem a tecnologia vão precisar de mais e mais litio.

Muitas destas empresas acham que a Bolivia pode fornecer esta matéria prima. Cientistas acreditam que a metade de todo o Litio do planeta está na Bolivia. As pessoas estão chamando o país de “A Arábia Saudita do Litio”.

O litio na Bolivia encontra-se em uma área particular do país. Há uma enorme área de terras planas coberta de sal. O Salar de Uyuni é a maior planície salgada do mundo. Pode até ser vista do espaço. Pessoas que vivem no seu entorno ganham dinheiro com o sal por gerações, desenterrando-o  revendendo para outras partes do país.

No entanto, agora as pessoas estão interessadas no que há por baixo do sal. O Litio é encontrado em meio a um liquido que está no solo, abaixo do sal. É muito difícil a separação. coletores de lítio devem evaporar a água presente no líquido salgado. Eles tem de cavar  as salinas para criar áreas para alcançar o líquido. Evaporando a água, permanece um liquido espesso que contém  partes minerais. Entre estes minerais encontra-se o carbonato de lítio. O carbonato de lítio tem que ser processado em uma fábrica para produzir outros compostos de lítio. Estes compostos são usados em baterias.

Muitas empresas internacionais querem comprar o lítio boliviano. Empresas da França, Japão e Coreia do Sul tem tentado discutir suas idéias com o Presidente da Bolívia. Eles querem adquirir o  lítio para fazer novas baterias  para uso em automóveis e aparelhos elétricos. No entanto, o presidente Evo Morales tem suas próprias idéias. Ele não quer vender o lítio no estado bruto. Ele quer vender baterias de íon de lítio. Ele acha que a Bolívia vai ganhar mais dinheiro se ela mesmo fabricar estas baterias. Ele não quer que as milionarias empresas internacionais fiquem com os lucros que teriam que ser do povo Boliviano.

Por centenas de anos a Bolívia tem sido rica em recursos minerais. Mas grande parte do dinheiro originado destes recursos foi parar nas mãos de empresas estrangeiras. Empresas de fora da Bolívia enriqueceram com a venda de estanho e prata do país. Mas a Bolívia permaneceu pobre.

A Bolívia agora tem um novo governo e uma nova Constituição. O Governo defende que a riqueza seja partilhada mais uniformemente no país. O presidente não quer que o lítio seja explorado pelas empresas, da mesma forma que os outros recursos foram no passado. Ele quer que a Bolívia se torne rica através de sua própria produção.

Luis Alberto Echazú é o funcionário do governo responsável pela mineração na Bolívia. Ele falou a um reporte do grupo Britanico de notícias  ITN:

“Qualquer empresa que desejar trabalhar conosco terá que desenvolver indústrias aqui. Se não, não haverá nada. É muito simples, não vamos continuar a exportar matéria prima bruta por mais quinhentos anos. Chega. As empresas em todo o mundo precisam mudar sua maneira de pensar. Elas não podem continuar explorando os recursos dos países pobres.”

Mas nem todos concordam com a atitude do governo em relação ao lítio. Algumas pessoas acham que a Bolívia não vai ganhar dinheiro, a menos que concorde em vender o lítio para países estrangeiros. Alguns temem que as empresas simplesmente vão escolher outros paíse para fazer negócios, em vez da Bolívia. Carlos Mesa é o ex-presidente da Bolívia. Ele não concorda com a atitude do presidente Morales.

“Eu não acredito que o presidente esteja certo. Eu acho que o presidente tem uma maneira simplória de pensar, como se tudo fosse em preto e branco. Eu não acho que ele entende como funciona a economia mundial. Ele não entende os mecanismos de troca, que voce precisa dar para receber. ”

Para as pessoas que vivem na região, o lítio é a sua maior esperança de sair da pobreza. Muitos deles acham que merecem o dinheiro que vem porque é perto de suas casas. O líder dos trabalhadores que vivem perto do Salar de Uyuni é Francisco Quisbert. Ele disse a um repórter do New York Times:

“Sabemos que a Bolívia pode se tornar a Arábia Saudita do lítio. Somos pobres, mas não somos estúpidos. O lítio pode ser da Bolívia, mas também é nossa propriedade. ”

Por centenas de anos ricas empresas internacionais ganharam  dinheiro a partir dos recursos da Bolívia. Mas os bolivianos continuam pobres. Agora, o governo boliviano pode se certificar que isto não volte a acontecer. No entanto, para fazer o dinheiro será necessário negociar com uma empresa estrangeira. Será um processo difícil para chegar a um acordo em que os dois lados saiam satisfeitos. Para os trabalhadores do Salar de Uyuni, será uma longa espera antes de ver qualquer mudança em sua economia. Mas os seus filhos podem ver um dia a Bolívia sair de vez  da pobreza para a riqueza.
Fonte: http://spotlightradio.net/listen/the-future-wealth-of-bolivia/


Teoria da evolução, O julgamento.

June 19th, 2010 No Comments   Posted in Educação

O texto que se segue é apenas um exercício de redação, o interessante do post reside em um vídeo dividido em 12 partes postados no youtube (logo após o texto), versa sobre a teoria da evolução x o criacionismo, se o texto lhe parecer insonso ou mesmo enfadonho, pule direto para o vídeo.

Religião nas escolas

A escola deve ser o local onde se transmite conhecimentos acumulados ao longo da trajetória do ser humano no planeta, conhecimentos e experiencias que possam ser testadas para que sejam comprovadas ou não pela geração a que se apresenta estes conhecimentos e/ou pelas seguintes.

Incluir a religião no curriculo escolar parece não fazer sentido, uma vez a grande maioria das idéias religiosas são, no máximo, apenas idéias mesmo, baseadas em hipóteses permeadas pelo sobrenatural e que não podem ser submetidas a testes.

É preciso considerar também que seria impraticável ensinar, por exemplo, as várias versões de como o homem foi criado, defendidas pelas várias religiões espalhadas pelo globo, não seria possivel,  em um mundo globalizado como o de hoje, ensinar, em uma escola de uma cidade cosmopolitana, o criacionismo cristão, sem ser injusto com as famílias de alunos que, eventualmente, tenham orientação religiosa em que a idéia da criação seja diferente daquela defendida pelo cristianismo.

Talvez o máximo que a escola possa fazer é explicar que o Homem é apenas uma peça no intricado esquema da vida, e cabe a cada um tentar contribuir com sua parte na tentativa incansavel de descobrir como tudo isto funciona, indepentente da religião a que se esteja ligado.


Canalhice

June 16th, 2010 No Comments   Posted in Indignação

Depois de estudar algum tempo no cursinho Henfil, mudei completamente minha opinião sobre o mesmo, então resolvi externar minha indignação em uma comunidade no orkut, no início alguns dos alunos das “unidades-vitrine” me hostilizaram e as postagens continuaram, a partir de um certo ponto, foram aparecendo mais e mais alunos descontentes das unidades (a grande maioria) onde reina a desorganização, então o moderador começou a apagar as msgs, um ex-professor, que postou um depoimento de descontentamento me alertou de que as mensagens seriam apagadas, no inicio eu não acreditei, mas a medida que foram aparecendo as verdades, msgs começaram a sumir, infelizmente não foi possivel tirar uma “foto” do tópico inteiro, mas uma parte eu registrei. Uma CANALHICE:


O Mito da caverna

May 30th, 2010 No Comments   Posted in Filosofia

Tudo o que vemos, sentimos e apreendemos pode ser apenas ilusão de nossa mente.

Podem existir várias realidades, tudo depende da forma como reagimos aos acontecimentos ou à importância que creditamos aos mesmos, como falou o grande escritor Ingles Willian Shakespeare,  nas palavras de Hamlet “Não há nada inteiramente ruim ou inteiramente bom, tudo depende de como enxergamos”.

Muitas vezes a busca pela felicidade, liberdade, sucesso, etc. pode nos aprisionar cada vez mais ao mundo das (não mais que) sombras daquilo que realmente nos libertaria. Parece que  quanto mais alcançamos as coisas que nos parece conduzir àquilo que almejamos,  mais descobrimos que nos falta ainda mais, um clara indicação aos de visão mais apurada de que se está perseguindo o alvo errado.

Cabe a cada um de nós buscar as nunces escondidas atrás das sombras do cotidiano, na tentativa de enxergar aquilo que verdadeiramente nos libertaria do mundo das ilusões, abrindo assim, uma janela para a verdadeira realidade.


Liberdade!

May 23rd, 2010 No Comments   Posted in Filosofia

Talvez uma das ideias mais caras ao ser humano, em toda a sua história, seja a ideia de liberdade, mas será que sabemos o que realmente seja a liberdade?

Ao longo da evolução humana parece que quanto mais nos desenvolvemos, mais a liberdade nos é suprimida, quanto mais civilizados ficamos, mais presos às amarras, convenções e codigos de comportamentos nos tornamos.

Tentativas de libertação das “algemas” da civilidade, através de movimentos organizados ou não, tem se mostrado, no mínimo, ineficientes, quando não desastrosas, levando alguns indivíduos a um aprisionamento ainda maior ou mesmo conduzindo-os a um estado em que o fim da trajetória seja subitamente antecipado, e, no fim das contas, sempre ocorre que o movimento, como um todo, seja absorvido pelo sistema civilizatorio. Miremos no exemplo da “geração beatnik” que gerou a contracultura e acabou fazendo parte da nossa cultura.

Será que é possível nos sentirmos libertos mesmo estando presos às amarras do mundo civilizado, sem violarmos as regras às quais estamos submetidos por estarmos inseridos neste mundo? Talvez sim! Talvez fosse necessário que cada um tenha sua própria idéia de liberdade para que isto fosse possível.






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Felicidade não inclusa.

May 9th, 2010 No Comments   Posted in Filosofia

iphone-felicidade Há mais ou menos 2.000 anos atrás, um filósofo grego já se preocupava com o que, em nossos dias, pode ser considerado como uma das pedras angulares das economias e mercados atuais , a publicidade. Ela é tão importante nestes dias de “código aberto” e produtos “free” que muito provavelmente este texto não seria publicado neste espaço sem o suporte da mesma (pergunte à google). A despeito dos inegáveis benefícios, há de se questionar sobre os prováveis malefícios que a publicidade pode proporcionar ao cidadão comum que, de alguma forma, encontra-se despreparado.

É possível para o Homem moderno resistir aos apelos publicitários e consumir somente o que seja necessários ou, ao menos, o que  realmente possa fazer diferença para a sua existencia? O que, além da força da propaganda, faz uma pessoa comprar dezenas de pares de sapatos que quase nunca serão utilizados? Seriam estes produtos capazes de atenuar a dor ou o sofrimento destes consumidores aparentemente irracionais?

O Vídeo deste post apresenta as idéias de Epicuro, são idéias de um filósofo que nasceu antes de Cristo mas que podem servir perfeitamente como questionamento ao  ‘modus vivendi’ da sociedade moderna. Qual seria a saida? fazer como Epicuro, abandonando o jeito capitalista de viver? Talvez. Mas talvez não seja necessário e nem possível tanto, mas quem sabe a saida possa estar no investimento do conhecimento de si mesmo para poder melhor elaborar a dor e se tornar um pouco mais imune aos ataques da propaganda? Talvez, desta maneira, seja possível perceber que nenhum produto traz a felicidade como acessório.


Um pouco de sed e regex, excluindo várias ocorrencias de um mesmo arquivo

February 19th, 2010 No Comments   Posted in Bash, Linux

Recentemente, administrando remotamente (via ssh) um servidor linux, surgiu a necessidade de excluir várias ocorrencias de um mesmo arquivo em várias  árvores de diretórios, um amigo que se diz “Admin de infra” e  que detesta linha de comando, pois administra servidores Windows (obviamente via GUI) que acompanhava minha batalha fez a seguinte observação:  “Tá vendo? é por isto que eu não gosto da linha de comando, isto seria fácil em um sistema desktop, no windows, por exemplo, bastaria fazer uma busca em todo o disco, selecionar tudo e excluir, já na sua amada linha de comando é preciso ficar planejando um comando. Realmente eu não tinha de imediato o comando na mente, seria preciso um tempo para “compor” um comando, mas imediatamente me veio a mente a vantagem de se construir um comando desta natureza para te-lo como ferramenta e fiz o seguinte questionamento ao meu amigo: “E se voce precisasse fazer uma limpeza deste tipo todos os dias? ou 1 vez por semana?” Ele concordou que realmente isto as vezes é necessário (como por exemplo os malditos arquivos Thumbs.db que o windows gera quando a opção armazenar miniaturas está em on nas opções de pasta), neste contexto ter um ou um conjunto de comandos é bem mais vantajoso pois é só criar um script e coloca-lo no crontab (agendador de tarefas) em 10 ou 15 minutos encontrei a solução e algumas horas depois encontrei várias versões, para escrever este texto escolhi, propositalmente  a mais complexa somente para ter um pretexto para brincar com o sed e as expresressões regulares.

Suponha que se tenha uma pasta chamada testes no seguinte caminho:
srv/www/htdocs/testes/

Digamos que este diretório seja uma cópia de trabalho de um projeto svn, mas desejamos empacota-la (compactar) e distribuir os fontes, e por um motivo qualquer,  não podemos utilizar o svn para fazer um export, de qualquer forma não faz muito sentido enviar as pastas de controle .svn, então seria interessante exclui-las, primeiro vamos, com o comando find, verificar onde estão as pastas .svn, por mera curiosidade:

# find /srv/www/htdocs/testes -name .svn
/srv/www/htdocs/testes/scripts/.svn
/srv/www/htdocs/testes/api/.svn
/srv/www/htdocs/testes/include/client/.svn
/srv/www/htdocs/testes/include/pear/Mail/.svn
/srv/www/htdocs/testes/include/pear/Net/.svn
/srv/www/htdocs/testes/include/pear/Auth/.svn
/srv/www/htdocs/testes/include/pear/Auth/SASL/.svn
/srv/www/htdocs/testes/include/pear/.svn
/srv/www/htdocs/testes/include/pear/PEAR/.svn
/srv/www/htdocs/testes/include/staff/.svn
/srv/www/htdocs/testes/include/.svn
/srv/www/htdocs/testes/styles/.svn
/srv/www/htdocs/testes/scp/js/.svn
/srv/www/htdocs/testes/scp/.svn
/srv/www/htdocs/testes/scp/css/.svn
/srv/www/htdocs/testes/scp/images/icons/.svn
/srv/www/htdocs/testes/scp/images/.svn
/srv/www/htdocs/testes/.svn
/srv/www/htdocs/testes/setup/.svn
/srv/www/htdocs/testes/setup/inc/.svn
/srv/www/htdocs/testes/setup/images/.svn
/srv/www/htdocs/testes/images/captcha/.svn
/srv/www/htdocs/testes/images/icons/.svn
/srv/www/htdocs/testes/images/.svn

Agora vamos apagar todas estas pastas, aproveitando do próprio comando find:
# find /srv/www/htdocs/testes -name .svn | sed -e ‘s/\/srv/rm -rf \/srv/g’ > clearsvn.sh | chmod 770 clearsvn.sh;./clearsvn.sh

Prontinho, um outro find não encontraria mais nenhuma pasta chamada .svn, mas aí meu amigo falou “Cê tá brincando né? e quem entende esta macorranada aí a não ser os malucos do linux?”, Cazzo, eu disse a ele, um “admin de infra” não pode fugir deste tipo de codigo, o que você vai fazer com o powershell dos novos servidores da MS? e então passei a explicar a *assustadora* linha do comando:

Primeiro é preciso entender que na verdade são 2 segmentos (ou 2 linhas) de comandos, o primeiro vai até o ; (ponto e vírgula) e está dividido em 3 comandos separados pelo | (pipe), o pipe, em essencia, faz a comunicação entre processos ou como diz o guia foca de uma forma mais didática: “envia a saida de um comando para a entrada do comando seguinte”, vamos ver cada comando do primeiro seguimento:

# find /srv/www/htdocs/testes -name .svn |
Como mostrado no inicio deste texto, este comando apenas lista (neste caso na tela) os arquivos encontrados com o nome .svn, mais detalhes sobre este comando no guia foca. Lembrando que como o comando inclue um pipe, o resultado dele servirá como entrada para o proximo comando após o mesmo.

sed -e ‘s/\/srv/rm -rf \/srv/g’
O Comando sed (comando?), na verdade o sed não é propriamente um comando mas sim um editor, como diz o verde, “ Um editor de textos não interativo”, então: o sed neste contexto apenas faz substituições em cada linha que o comando find envia para ele,  ele substitui em cada início de linha fornecida pelo find a expressão /srv pela expressão rm -rf /srv , ou seja, ele acrescentou o comando rm seguido das opcoes -rf em cada linha, para explicar como o sed faz a substituição vamos supor que tenhamos um aquivo chamado arquivo.txt com o seguinte conteúdo:

Ontem eu não trabalhei, para hoje descansar.

Vamos substituir a expressão “não trabalhei” por “trabalhei muito”, para isto usamos o sed com a seguinte sintaxe:

sed -i ‘s/não trabalhei/trabalhei muito/g’ arquivo.txt

O conteúdo do arquivo seria alterado para:

Ontem eu trabalhei muito, para hoje descansar.

Veja que no meu comando original eu utilizei -e (para expressão) enquanto no exemplo acima foi utilizado -i, a explicação é simples, no primeiro caso o comando faz a alteração nas linhas que o comando find envia para o sed enquanto no segundo o sed faz a substituição de forma interativa, diretamente no arquivo.

Caramba, se a substituição é tão simples no sed então para o que serve aquelas barras invertidas no comando original? Ah sim! o problema está no fato de que o sed usa a / (um meta caracter) para separar a expressão a ser substituida pela expressão a substituir e, naquele caso, tinhamos que substituir uma expressão que começava extamente com uma /, tinhamos que substituir: /srv por rm -rf /srv, isto literalmente ficaria assim:

sed -e ‘//srv/rm -rf /srv/g’
Nossa, isto sim é confuso, como o sed ‘saberia’ qual das barras seria o meta caracter? na verdade a expressão dentro das aspas não passa de uma expressão regular,  então para resolver o problema é só utilizar  scape, ou seja, quando vc quer incluir uma barra em uma das bordas (inicio ou fim) da expressão basta “escapa-la” com uma barra invertida, veja que o comando sed -e ‘s/\/srv/rm -rf \/srv/g’ não escapa a barra logo após o srv, isto ocorre porque esta barra não ‘confunde’ o sed pois ela não está imediatamente antes ou após as barras que fazem parte do comando (o meta caracter).

> clearsvn.sh |
Este comando envia a saída (que seria enviada para a tela) para um arquivo chamado clearsvn.sh e usa o pipe para que seja processado o proximo comando, embora não envie nada para ele.

chmod 770 clearsvn.sh;
Este comando faz com o que arquivo gerado pelo comando anterior (clearsvn.sh) torne-se um executável, o ponto e vírgula encerra o segmento, funciona como um enter na linha de comando.

./clearsvn.sh
Finalmete o arquivo gerado é executado pelo comando acima.

Pô mas este monte de barra invertida realmente tornou a sequência de comandos bem macarrônica, não daria para ser mais simples? claro que daria, mas para que simplificar se podemos complicar? heim, heim? Brincadeirinha, a intenção foi mesmo mostrar o conceito do scape, a tal barra invertida, a solução para a simplificação seria a inserção ao invés da substituição, para isto fariamos:

find /srv/www/htdocs/testes -name .svn | sed -e ‘s/^/rm -rf /’ > clearsvn.sh | chmod 770 clearsvn.sh;./clearsvn.sh
Ficou menos macarronico? sei não! Se você conhece bem as expressões regulares (se não conhece e conseguiu chegar até aqui neste texto então está na hora de conhecer, aqui pode ser um bom lugar para começar) sim, para quem conhece regex é fácil entender a parte do sed agora, de qualquer forma para conhedores deste tema o comando anterior também não seria problema, vamos tentar explicar esta nova versão do sed:

sed -e ‘s/^/rm -rf /’
o s continua tendo a função de substituição, mas agora o ^ (Circunflexo) indica que a substituição será no inicio da linha como não existe nada após o circunflexo a expressão após a segunda barra acaba sendo inserida. Para deixar um pouco mais claro vamos usar esta forma de comando para inserirmos algo no início do arquivo “arquivo.txt” do exemplo anterior:

sed -i ‘s/^Ante/’
Isto faria com que o arquivo ficasse com o seguinte conteúdo:

AnteOntem eu trabalhei muito, para hoje descansar.

Ok, Isto é tudo? daria para melhorar ainda mais o conjunto de comandos? Claro, como o shel do linux é muito rico, é bem provável que para cada pessoa acostumada com a linha de comando que se apresentasse este problema, uma solução diferente seria encontrada, mas sem alterar em nada o comando e somente olhando para o resultado final podemos perceber que além de excluir as pastas .svn (atendendo ao nosso objetivo principal) a solução deixa, digamos… Um rastro, uma “sujeira”, que é o arquivo cleansvn.sh, então resta-nos acesecentar um comando para elimina-lo, eis a versão final:

# find /srv/www/htdocs/testes -name .svn | sed -e ‘s/^/rm -rf /’ > clearsvn.sh | chmod 770 clearsvn.sh;./clearsvn.sh;rm -rf clearsvn.sh

Considerações finais
Como disse no inicio do texto, esta é a solução mais complexa (ou mais macarronica) que encontrei, participando de grupos de discussões e foruns na rede, apresentaram-me solucoes com 1/3  do tamanho desta apresentada aqui, mas como já afirmei, escolhi esta apenas como pretexto para brincar um pouco com o sed e as expressões regulares, as outras soluções talvez possam vir a ser objeto de um outro texto.



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