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O direito de ser idiota
Mais um feriadão, tempo para “ficar navegando a esmo”, eis que encontro a reprodução de uma parte de um dos programas do Jô, o video apresenta o posicionamento de um professor de Filosofia sobre a “interferencia do estado” em nossas vidas, acho que o professor poderia até ser mais feliz se escolhesse corretamente onde o estado erra quando tenta ser “o dono da verdade” (e olha que tem muitos assuntos em que ele –o estado- está totalmente equivocado) mas, infelizmente este “filosofo” acaba fazendo o papel de idiota.
O vídeo foi postado por um filsofo, este, na minha opinião, um verdadeiro filosofo, trata-se do professor Paulo Ghiraldelli Jr, que tem um canal de filosofia no youtube além da participação em alguns sites na internet, como por exemplo: http://www.livestream.com/filosofia e http://portal.filosofia.pro.br/, mas vamos ao vídeo:
O Mito da caverna
Tudo o que vemos, sentimos e apreendemos pode ser apenas ilusão de nossa mente.
Podem existir várias realidades, tudo depende da forma como reagimos aos acontecimentos ou à importância que creditamos aos mesmos, como falou o grande escritor Ingles Willian Shakespeare, nas palavras de Hamlet “Não há nada inteiramente ruim ou inteiramente bom, tudo depende de como enxergamos”.
Muitas vezes a busca pela felicidade, liberdade, sucesso, etc. pode nos aprisionar cada vez mais ao mundo das (não mais que) sombras daquilo que realmente nos libertaria. Parece que quanto mais alcançamos as coisas que nos parece conduzir àquilo que almejamos, mais descobrimos que nos falta ainda mais, um clara indicação aos de visão mais apurada de que se está perseguindo o alvo errado.
Cabe a cada um de nós buscar as nunces escondidas atrás das sombras do cotidiano, na tentativa de enxergar aquilo que verdadeiramente nos libertaria do mundo das ilusões, abrindo assim, uma janela para a verdadeira realidade.
Liberdade!
Talvez uma das ideias mais caras ao ser humano, em toda a sua história, seja a ideia de liberdade, mas será que sabemos o que realmente seja a liberdade?
Ao longo da evolução humana parece que quanto mais nos desenvolvemos, mais a liberdade nos é suprimida, quanto mais civilizados ficamos, mais presos às amarras, convenções e codigos de comportamentos nos tornamos.
Tentativas de libertação das “algemas” da civilidade, através de movimentos organizados ou não, tem se mostrado, no mínimo, ineficientes, quando não desastrosas, levando alguns indivíduos a um aprisionamento ainda maior ou mesmo conduzindo-os a um estado em que o fim da trajetória seja subitamente antecipado, e, no fim das contas, sempre ocorre que o movimento, como um todo, seja absorvido pelo sistema civilizatorio. Miremos no exemplo da “geração beatnik” que gerou a contracultura e acabou fazendo parte da nossa cultura.
Será que é possível nos sentirmos libertos mesmo estando presos às amarras do mundo civilizado, sem violarmos as regras às quais estamos submetidos por estarmos inseridos neste mundo? Talvez sim! Talvez fosse necessário que cada um tenha sua própria idéia de liberdade para que isto fosse possível.
Tags: Liberdade
Felicidade não inclusa.
Há mais ou menos 2.000 anos atrás, um filósofo grego já se preocupava com o que, em nossos dias, pode ser considerado como uma das pedras angulares das economias e mercados atuais , a publicidade. Ela é tão importante nestes dias de “código aberto” e produtos “free” que muito provavelmente este texto não seria publicado neste espaço sem o suporte da mesma (pergunte à google). A despeito dos inegáveis benefícios, há de se questionar sobre os prováveis malefícios que a publicidade pode proporcionar ao cidadão comum que, de alguma forma, encontra-se despreparado.
É possível para o Homem moderno resistir aos apelos publicitários e consumir somente o que seja necessários ou, ao menos, o que realmente possa fazer diferença para a sua existencia? O que, além da força da propaganda, faz uma pessoa comprar dezenas de pares de sapatos que quase nunca serão utilizados? Seriam estes produtos capazes de atenuar a dor ou o sofrimento destes consumidores aparentemente irracionais?
O Vídeo deste post apresenta as idéias de Epicuro, são idéias de um filósofo que nasceu antes de Cristo mas que podem servir perfeitamente como questionamento ao ‘modus vivendi’ da sociedade moderna. Qual seria a saida? fazer como Epicuro, abandonando o jeito capitalista de viver? Talvez. Mas talvez não seja necessário e nem possível tanto, mas quem sabe a saida possa estar no investimento do conhecimento de si mesmo para poder melhor elaborar a dor e se tornar um pouco mais imune aos ataques da propaganda? Talvez, desta maneira, seja possível perceber que nenhum produto traz a felicidade como acessório.